Continuando a saga
sou-uma-mulher-independente-e-me-viro-sozinha, estou à procura de apartamento
para alugar.
Juiz de Fora é um caso sério no que diz respeito à
habitação. Em primeiro lugar: onde já se viu o inquilino ter que pagar IPTU do
imóvel? No meu entendimento, o valor do aluguel é justamente para pagar as
despesas do imóvel. O condomínio, tudo bem, pois se trata de uma despesa de
consumo. Muito embora, muitas imobiliárias ainda cobrem dos inquilinos a Taxa
de Fundo de Reserva. Ora, este valor diz respeito somente ao proprietário do
imóvel.
Outro valor que acho um absurdo o inquilino pagar são os
valores de melhoria do imóvel, tais como instalação de portão eletrônico,
interfones, etc. Estes itens são para benefício único do proprietário. As taxas
de manutenção tudo bem, mas as taxas de instalação, a meu ver, são indevidas.
Reclamações de consumidora à parte, sinto que Juiz de Fora
tem uma peculiaridade habitacional: é impossível morar bem. Quando o
apartamento é bom, é longe. Quando é perto, ou tem muito barulho ou não tem
garagem ou outro impedimento de ordem prática.
Moro hoje um dois quartos com área conjugada super apertado.
Não cabe nem guarda-roupa e cama no mesmo quarto. Assim, o segundo quarto, que
seria para o meu enteado quando viesse visitar, virou um closet improvisado de
roupas e bagunças. Resultado: tenho a impressão de que a casa está sempre
desarrumada. A área de serviço/cozinha é tão apertada que simplesmente não cabe
o conjunto armário + geladeira + fogão + máquina de lavar. Sem contar que tive
que dispensar meu forno elétrico e coloquei o micro-ondas em cima da geladeira:
numa altura em que preciso colocar cadeira pra enxergar o conteúdo. Além disso,
o apartamento fica no alto de Santa Luzia, frase que se traduz em: poucas
linhas e horários de ônibus, risco iminente e constante de assaltos, noites
perturbadas por barulho do que me parece ser tiro de revolver (sim, daqueles
que mata gente quando acerta). O condomínio é novo e por isso há vários
problemas de ordem funcional: o Correio não entrega encomendas porque ainda não
existe interfone no prédio; não há portão eletrônico; não há segurança alguma e
por aí vai.
Procurei a minha nova moradia pela internet. Sim, pois não
tenho tempo nem paciência pra procurar, indo de imobiliária em imobiliária, no
centro da cidade. Se não tenho tempo
para isso, com certeza eu não teria tempo pra dar voltinha no bairro que
procuro para saber onde existe um imóvel que me agrade. Sendo assim, internet it is.
Nos sites de imobiliárias, achei dois imóveis do meu gosto.
Um deles é um 03 quartos com dce (dependência completa de empregada): tamanho
ideal para montar meu escritório, quarto do enteado e ainda terei espaço pra
guardar as ferramentas e montar uma despensa. O problema é que o prédio é de frente para a
Olegário Maciel (entre Oswaldo Cruz e Constantino Paleta) com garagem presa.
Para mim, que sou uma exímia motorista, eu jamais conseguiria sair de carro.
Pensa querer sair de casa, atrasada, e ter que tirar o carro do vizinho da sua
frente, em horário de pico, com todo o movimento da Olegário? Isso sem falar do
morrinho de Deus que tem ali naquele trecho!
O segundo imóvel que encontrei e que me agradou é localizado
no Bom Pastor. Até já morei neste apartamento e sei da qualidade e também dos
problemas. Bom Pastor é um bairro tranquilo e fica relativamente próximo do
centro. Com ônibus na porta de 15 em 15 minutos, fica fácil me locomover para o
trabalho sem precisar gastar o carro todo dia. Analisando...
Enfim, por falta de opção, vou morar no mesmo apartamento
que morei anos atrás. Com tanto empreendimento imobiliário na cidade, será que
este será sempre a melhor opção?
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