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segunda-feira, 10 de junho de 2013

Da dificuldade de achar um bom apartamento para alugar em JF

Continuando a saga sou-uma-mulher-independente-e-me-viro-sozinha, estou à procura de apartamento para alugar.

Juiz de Fora é um caso sério no que diz respeito à habitação. Em primeiro lugar: onde já se viu o inquilino ter que pagar IPTU do imóvel? No meu entendimento, o valor do aluguel é justamente para pagar as despesas do imóvel. O condomínio, tudo bem, pois se trata de uma despesa de consumo. Muito embora, muitas imobiliárias ainda cobrem dos inquilinos a Taxa de Fundo de Reserva. Ora, este valor diz respeito somente ao proprietário do imóvel.

Outro valor que acho um absurdo o inquilino pagar são os valores de melhoria do imóvel, tais como instalação de portão eletrônico, interfones, etc. Estes itens são para benefício único do proprietário. As taxas de manutenção tudo bem, mas as taxas de instalação, a meu ver, são indevidas.
Reclamações de consumidora à parte, sinto que Juiz de Fora tem uma peculiaridade habitacional: é impossível morar bem. Quando o apartamento é bom, é longe. Quando é perto, ou tem muito barulho ou não tem garagem ou outro impedimento de ordem prática.

Moro hoje um dois quartos com área conjugada super apertado. Não cabe nem guarda-roupa e cama no mesmo quarto. Assim, o segundo quarto, que seria para o meu enteado quando viesse visitar, virou um closet improvisado de roupas e bagunças. Resultado: tenho a impressão de que a casa está sempre desarrumada. A área de serviço/cozinha é tão apertada que simplesmente não cabe o conjunto armário + geladeira + fogão + máquina de lavar. Sem contar que tive que dispensar meu forno elétrico e coloquei o micro-ondas em cima da geladeira: numa altura em que preciso colocar cadeira pra enxergar o conteúdo. Além disso, o apartamento fica no alto de Santa Luzia, frase que se traduz em: poucas linhas e horários de ônibus, risco iminente e constante de assaltos, noites perturbadas por barulho do que me parece ser tiro de revolver (sim, daqueles que mata gente quando acerta). O condomínio é novo e por isso há vários problemas de ordem funcional: o Correio não entrega encomendas porque ainda não existe interfone no prédio; não há portão eletrônico; não há segurança alguma e por aí vai.

Procurei a minha nova moradia pela internet. Sim, pois não tenho tempo nem paciência pra procurar, indo de imobiliária em imobiliária, no centro da cidade.  Se não tenho tempo para isso, com certeza eu não teria tempo pra dar voltinha no bairro que procuro para saber onde existe um imóvel que me agrade. Sendo assim, internet it is.

Nos sites de imobiliárias, achei dois imóveis do meu gosto. Um deles é um 03 quartos com dce (dependência completa de empregada): tamanho ideal para montar meu escritório, quarto do enteado e ainda terei espaço pra guardar as ferramentas e montar uma despensa.  O problema é que o prédio é de frente para a Olegário Maciel (entre Oswaldo Cruz e Constantino Paleta) com garagem presa. Para mim, que sou uma exímia motorista, eu jamais conseguiria sair de carro. Pensa querer sair de casa, atrasada, e ter que tirar o carro do vizinho da sua frente, em horário de pico, com todo o movimento da Olegário? Isso sem falar do morrinho de Deus que tem ali naquele trecho!

O segundo imóvel que encontrei e que me agradou é localizado no Bom Pastor. Até já morei neste apartamento e sei da qualidade e também dos problemas. Bom Pastor é um bairro tranquilo e fica relativamente próximo do centro. Com ônibus na porta de 15 em 15 minutos, fica fácil me locomover para o trabalho sem precisar gastar o carro todo dia. Analisando...


Enfim, por falta de opção, vou morar no mesmo apartamento que morei anos atrás. Com tanto empreendimento imobiliário na cidade, será que este será sempre a melhor opção?

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Livia Maia

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