Com exceção dos namorados de pouco tempo, moradores de
pequenas cidades e estudantes, será que alguém aí tem ido ao cinema
ultimamente?
Começa pelo preço do ingresso. A boa e velha reclamação de
que, se todos pagassem o preço justo, não precisava ter meia-entrada pra
ninguém. Isso é reclamação de recalcados que não são mais estudantes, mas,
enfim, continua sendo válida.
Com a nova febre cinematográfica do 3D, os ingressos ficaram
mais caros e perdemos muito do conforto. Eu fui uma entusiasta do 3D, antes de conhecê-lo
melhor. O primeiro filme que vi foi "Rio". Adorei, achei lindo,
fantástico. Mas quando vi outros filmes, especialmente os que não são de
animação, percebi que a tecnologia não é tão avançada assim. Ou, pelo menos, a
tecnologia que tive acesso. Talvez em
outras salas de cinema a qualidade seja muito melhor. Afinal, Juiz de Fora
ainda é uma província. A minha opinião com relação ao 3D é que é cansativo, dói
a cabeça, os olhos e é nojento saber que estou usando um óculos que já foi
usado por milhares.
Por falar em preço, alguém já fez o cálculo da margem de
lucro da pipoca do cinema? Acho que é o negócio mais lucrativo do mundo. Poxa, um
saco de milho de pipoca custa R$1,50, dá pra fazer, pelo menos, uns 20 sacos de
pipoca média (daqueles vendidos na lanchonete dos cinemas). Cada pacote desse é
vendido por, no mínimo, R$7. Calculando...
20 x 7 = R$ 140,00. Ou seja, 9.333,33% de lucro! Nada mal, hein?!
Isso porque joguei por baixo os valores!
Bom, mas pra não dizer que sou mesquinha, sovina e coisa e
tal. Não falemos mais em dinheiro.
Praticidade é o segundo ponto que desanima ir ao cinema.
Estacionamento! Se o cinema não é num shopping, esqueça! Você nunca vai
conseguir estacionar bem e em tempo hábil.
Depois ficam aí fazendo campanha pra não acabar com os cinemas de rua.
Nossa cultura não comporta mais cinemas como antigamente. Queriam salvar o Cine
Excelsior em Juiz de Fora: um elefante branco, com arquitetura antiquada (não
comporta a modernidade dos novos projetores, ar condicionado, sonorização,
etc), impossibilidade de estacionamento e muitos, MUITOS lugares (1250
poltronas). Nunca seria possível encher uma sessão naquele lugar novamente. Perguntem
ao administrador do Cinemark (que tem todo o aparato tecnológico e moderno)
quão difícil é lotar uma sessão. Nem com os próprios reivindicadores seria
possível lotar o Excelsior de novo. Saudosistas que me perdoem.
Venenos à parte, outro ponto fraco dos cinemas hoje em dia:
a facilidade de baixar filmes com rapidez e qualidade na internet. Basta esperar
um mês ou dois e, "voilà", posso assistir o filme no conforto do meu
lar. Obrigada, Bram Cohen (inventor do BitTorrent)!
Último ponto: que m... é essa de filme dublado no cinema?
Fiquei horrorizada quando fui ver Resident Evil e só tinha dublado. Meu Deus! O
filme era pra maiores de 16 anos (supõe-se que todos desta idade já saibam ler)
e é baseado em videogame. Ora, quem está acostumado com videogame, está familiarizado
com o idioma inglês. Por acaso alguém aí não sabe o que é Game Over?! Ou será
que estou condenada a ver "Maligno Residente"* o resto da vida?
Eu tinha até outro argumento: a massificação dos cinemas com
os Blockbusters (filmes comerciais). Onde estão os filmes de qualidade? Mas esse é muito pessoal,
vou deixar pra lá!
Por essas e outras é que tá muito complicado ir ao cinema
hoje em dia. Adeus ao hábito semanal de pegar um cineminha e esgotar os filmes
em cartaz.
* Trocadilho imbecil pra lembrar o quanto é imbecil ver
filmes dublados
Adicionar aqui uma descrição sobre o autor da postagem do blog.



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